por Celso de Arruda - Jornalista - Filósofo - MBA
A Praça do Relógio, na Universidade de São Paulo (USP), é um marco simbólico e um espaço de encontro vibrante que carrega um ar de história e modernidade. Seu nome vem do imponente relógio de torre que, há décadas, marca o ritmo das horas para alunos, professores e visitantes. Cercada por edifícios de grande importância acadêmica, como o Instituto de Física e o Instituto de Geociências, a praça não é apenas um ponto de transição entre diferentes áreas do campus, mas também um lugar de reflexão e inspiração.
Às vezes tranquila, outras vezes cheia de movimento, a praça reflete a vida pulsante da universidade. É o local onde se encontram estudantes de todas as áreas do conhecimento, discutindo ideias ou apenas desfrutando de uma pausa no cotidiano agitado da universidade. Durante o dia, sua área aberta é tomada por aqueles que aproveitam o sol e o clima ameno para estudar ou conversar, enquanto à noite, o ambiente se transforma, com menos movimento, mas ainda assim, mantendo sua atmosfera de acolhimento.
Além disso, a Praça do Relógio é um ponto de referência para muitos, funcionando como um marco central para quem navega pelo campus gigantesco da USP. É um local que une o concreto da universidade com a natureza ao redor, uma interseção entre a ciência e o convívio, sempre marcada pelo tic-tac do relógio que, de alguma maneira, parece captar o espírito acadêmico de quem passa por ali.
Reflexão Filosófica
A Praça do Relógio, como um ponto central dentro da USP, nos convida a refletir sobre o tempo e sua constante passagem. Em meio à vida acadêmica, que gira em torno de descobertas e evoluções, o relógio ali presente é um lembrete de que o tempo, embora pareça linear, é ao mesmo tempo um espaço de oportunidade e de efemeridade. A busca pelo conhecimento é, assim, um processo eterno, onde cada momento conta, mas também escapa rapidamente, tornando-se parte de um fluxo ininterrupto.
Esta reflexão nos leva à compreensão de que, em nossa jornada acadêmica e na vida, o mais importante não é necessariamente o tempo que temos, mas o que fazemos com ele. A pergunta não é "quanto tempo tenho?", mas "como o utilizo para transformar minha compreensão do mundo?". Em um mundo tão acelerado, o relógio não é apenas um marcador de tempo, mas um convite para sermos mais conscientes de nossa própria existência.
Uma frase que ecoa essa ideia vem do filósofo Martin Heidegger:
"O tempo é o espaço onde o ser se revela, e é através dele que tomamos consciência da nossa finitude."
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Musica: "O Tempo na Praça do Relógio"
Letra: Celso Arruda
Álbum: Cotidiano Paulista
(Homenagem à Praça do Relógio da USP)
Verso 1:
Na sombra da torre que o tempo marcará,
A praça se abre, o saber se espalhará.
Entre passos apressados e olhares que vão,
O relógio ecoa a razão do coração.
Pré-Refrão:
Aqui, onde o tempo é um espaço sem fim,
Cada segundo é um passo para o que há de vir.
Entre risos e silêncios, no compasso da vida,
A Praça do Relógio nos guia, nos convida.
Refrão:
O tempo não para, mas ensina a viver,
Na praça que guarda o saber.
Entre livros e sonhos, no vento a passar,
O relógio nos diz que é hora de amar.
Verso 2:
No concreto, nos bancos, histórias surgem,
Ideias voam, pensamentos emergem.
Por cada caminho, por cada lição,
O relógio ressoa a batida do coração.
Pré-Refrão:
Aqui, onde o futuro se constrói em paz,
Cada momento é um laço que se refaz.
O tempo, esse amigo, às vezes cruel,
Nos ensina a dança do saber, no seu papel.
Refrão:
O tempo não para, mas ensina a viver,
Na praça que guarda o saber.
Entre livros e sonhos, no vento a passar,
O relógio nos diz que é hora de amar.
Ponte:
E quando o sol se põe, a praça fica vazia,
O relógio não mente, é pura poesia.
A noite vem calma, o vento a sussurrar,
E o tempo, em silêncio, se deixa sonhar.
Refrão:
O tempo não para, mas ensina a viver,
Na praça que guarda o saber.
Entre livros e sonhos, no vento a passar,
O relógio nos diz que é hora de amar.
Final:
Na Praça do Relógio, o tempo é mais que um ser,
É a eterna lição de como aprender a viver.
E assim, entre os segundos, a alma se faz,
Na USP, no relógio, o futuro se traz.
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